Guiga Spinelli e Youssef Haddad já estão em Jeddah, onde na quinta-feira iniciam as atividades do Dakar com a realização do shakedown do carro com o qual farão os mais de 7.600 km de percurso do maior rali do mundo

  

O Rally Dakar 2021, o maior rali do mundo, com mais de 7.600 quilômetros de percurso, 321 veículos e competidores de 49 países, já começou para os brasileiros. Representantes do País na categoria carros, o piloto pentacampeão do Sertões Guiga Spinelli e o navegador Youssef Haddad tiveram que encarar uma maratona de dois dias de viagem para chegar a Jeddah, na Arábia Saudita, onde no próximo dia 3 será dada a largada para a prova que está em sua 43a edição e é considerado o mais importante do mundo off road.

“Por conta da pandemia e das novas restrições de voos, com fronteiras da Arábia Saudita fechada a voos comerciais, tivemos que fazer uma maratona aérea e com controle bem rígido para chegar até aqui. Foram 32 horas seguidas de viagem, com saída de São Paulo até Paris e de lá um voo fretado pela organização. Como brasileiros não podem entrar na França, todos nós tivemos que ficar isolados até o embarque do voo fretado para Jeddah. Até brincamos que a gente parecia o personagem do Tom Hanks no filme ‘Terminal’ no aeroporto Charles de Gaulle, com a diferença que não podíamos ter contato com ninguém”, diz Guiga, que é patrocinado por BR Distribuidora com a marca Lubrax, iCarros, XP Investimentos, Fairfax Seguradora, Protune, W. Truffi Blindados e Dacar Motorsports.

Os testes RT-PCR negativo são os passaportes para estrangeiros entrarem na Arábia Saudita, mas não é só isso: uma nova quarentena de 48 horas é imposta a todos os participantes. Somente depois de amanhã, no dia 31, é que pilotos e equipes poderão deixar o hotel oficial da competição para ter contato com suas máquinas. Será o primeiro contato do time brasileiro com o modelo Mini All4 Racing, preparado pela tradicional equipe X-raid, de multicampeões como Stephane Peterhansel e Carlos Sainz.


“Depois de 32 horas de viagem e 48 horas de quarentena no hotel, finalmente amanhã a gente faz o último teste de covid-19 e com o resultado negativo podemos já na quinta-feira fazer o shakedown e com isso começar de fato o Dakar”, diz Guiga, que fez sua estreia no Dakar em 2009 e participou em todas as edições seguintes até 2016, com dois top-10, sempre na América do Sul.

Depois do shakedown no próximo dia 31, na quinta-feira, os carros passam pela vistoria oficial no dia 1 de janeiro (sexta-feira). No dia 2, é a vez do prólogo ser realizado, com a disputa definindo a ordem de saída dos competidores. Após a largada em Jeddah no dia 3, o Dakar 2021 ainda passará por outras nove regiões: Bisha, Wadi Al Dawasir, Riad, Buraydah, Ha’il, Sakaka, Neom, AlUla e Yanbu. No dia 15 de janeiro, a chegada será também em Jeddah, finalizando os mais de 7.000 km ao longo dos 12 dias programados.

“Será uma prova inédita para nós, com estradas de terra, dunas e pedras, em que temos que conciliar bem a velocidade com a resistência para lutar por mais um top-10 no Dakar. Conquistar este resultado será um grande desafio, mas temos plenas condições de lutar por este objetivo”, diz Youssef.