A Lagoa dos Barros, na cidade de Osório/RS, é conhecida por ser o cenário de uma das mais misteriosas lendas gaúchas.

As versões das histórias sobre o lugar são diversas: há quem acredite que por baixo das águas turvas e agitadas da lagoa existe uma cidade submersa, e que em dias de ventania é possível ouvir até mesmo sinos de uma igreja, que faz brotar a cruz de seu topo da água, em tempos de seca. Outros alertam que há um redemoinho no meio da lagoa, feito de areia movediça, que suga para seu centro qualquer um que nele se aventurar a entrar. Já outros creem que um feitiço amaldiçoou o lugar, e que por este motivo não há vida que resista em suas águas, supostamente inóspitas. Talvez por conta destas e outras crenças seja muito raro se ver pescadores pelo local.

Uma lenda, contudo, se destaca por ter sido baseada em uma história real: a lenda da noiva fantasma. Em 1940, a Lagoa de Barros foi cenário de um crime até hoje sem desfecho. A jovem Maria Luiza, de 17 anos, foi encontrada morta na lagoa. Para surpresa de todos, o corpo permanecia intacto, mesmo sendo estando submerso há mais de 2 dias. O suspeito principal do crime é seu namorado que, motivado por ciúmes, a teria assassinado e jogado seu corpo na lagoa com tijolos amarrados para que afundasse.

A partir de então, muitos caminhoneiros que passam pela rota da Freeway rumo às praias, que cruza a Lagoa dos Barros, afirmam ter visto uma mulher vestida de branco pela beira da estrada ou dançando sob as águas da lagoa. Outros dizem ter dado carona para uma jovem que misteriosamente desaparece no meio da viagem. É comum que os populares atribuam a causa de muitos dos acidentes à aparição da misteriosa mulher de branco.

Mito ou verdade, o que se sabe é que a população local leva a lenda muito a sério. Inclusive muitas pessoas que fazem uso da Lagoa têm como costume levar oferendas à noiva fantasma, como brincos, batons e pulseiras, a fim prevenir-se e demonstrar respeito a ela.